terça-feira, 28 de junho de 2011

Primeira postagem não terror.

A Sociedade do anel


Que não seja pequena,

nem passe de uma dezena;
Que ande sempre escondido,
para não ser conhecido;

ninguém toca o anel,
a não ser o mais fiel,
mesmo em ultimo caso
ainda que esteja fraco;

Milhas a serem percorridas,
mesmo com a coragem perdida;
Confiáveis somente os nove,
um para cada rei nobre;

Arco, machado,
cajado, escudo;
A espada de Elendil
agora é Anduril;

 A esperança ainda acesa
nos tira da incerteza,
 vitoria perdida
tornada em conquista;

Um para representar os anões;
Três homens deixando seus corações;
Um elfo traz de volta a aliança;
quatro hobbits cheios de esperança;

A todos desejo boa sorte,
que  sejam todos fortes;
Destruir o que Sauron procura em terras e céus
daqui parte a sociedade do anel;
  
 Glorian o Bardo             

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Infância Roubada

 Não aguento mais correr... Meus olhos ardem com os pingos de suor e eles continuam a me perseguem. Não sei o meu nome e nem quem eu sou, meu rosto nem familiar é, mas de alguma forma sei o que eles são.
 Caçadores!
 Parece que dormi por anos e finalmente acordei, mas de alguma forma pesadelo ainda está acontecendo.
 Um tiro acerta meu ombro de raspão e a única coisa que faço por instinto é correr para qualquer lugar que me proteja. Encontro uma casa. Vazia e abandonada. Então vou direto ao segundo andar e entrando no antigo quarto procuro coisas grandes para tapar a porta de entrada. Não encontro nada além de uma cama e de uma cômoda queimada. Parece que a casa pegou fogo... ela me soa bem familiar.
  Posso ouvir os barulhos de cada pé andando pela casa a minha procura. São quatro homens. A janela da casa vizinha está aberta e eles estão bem próximos. Meu ombro doe, não sei se aguentaria mais um tiro sequer... Preciso continuar fugindo. Ando para trás até encostar na parede e quando vejo um deles me apontando o rifle prateado eu corro - talvez para o meu suicídio – e pulo da janela em direção a janela do vizinho caindo dentro do cômodo, outro quarto.
 Consigo algum tempo de paz onde eu estou, mas não consigo ficar tranquilo para raciocinar direito. Nada tira da minha cabeça que seria impossível saltar de uma casa a outra sem ao menos sentir dor nas pernas. Ouço leves passos e sinto o cheiro doce de uma pessoa vindo para este cômodo, não são os caçadores; A porta se abre revelando-me uma criança. Uma linda menina abraçando o seu ursinho de pelúcia. Faço sinal de silencio com o indicador para ela e por um tempo ela parece entender, mas derrepente ela parece me reconhecer como algo ruim e começa a gritar de desespero – É ele, É ele. O vizinho amaldiçoado. O sétimo filho! Ele está aqui! – Ao ouvir isso choro e tremo de desespero. Até as Crianças me odeiam!
 Minha cabeça pensa mil coisas, penso até em assassinatos. Tenho alguns flashes de memoria em que me vejo como um monstro que todos temem, mas estou chorando e com as mãos ensanguentadas vejo uma família destroçada a minha frente, então os flashes acabam com uma dor infinitamente maior que a do meu ombro baleado tomando todo o meu corpo. Minha cabeça parece inchar e meus olhos ardem, minhas mãos formigam sem parar e as unhas começam a cair, mas doem como se arrancassem com uma agulha. Minhas costelas se contorcem e esticam para fora, assim como meus joelhos que se quebram para frente, meus dentes rasgam os meus lábios. Os guturais gritos de dor que me abatem parecem quebrar as janelas enquanto meus músculos incham distendendo todos os ligamentos. Meu corpo cresce e longos pelos negros me cobrem o corpo. A dor é infernal, parece que isto é o que eu sou, um monstro...
 Retomo a consciência com um grito vindo de fora do quarto – Meu Deus – a primeira coisa que vejo é a lua que parece sangrar de dor com minha forma monstruosa, depois vejo sangue por todos os lados do quarto e percebo que a criança jaz na cama com um enorme buraco no corpo e um semblante extremamente chocado, porem, ainda abraçada a seu urso. Por fim olho para a porta e um tremulo caçador aponta o rifle para mim.
- Seu demônio – É só o que ele consegue dizer enquanto eu corro como um lobo para cima dele e salto, pegando a cabeça dele com uma das de minhas mãos - e percebo que consigo envolver todo o crânio devido a meu tamanho gigantesco – afundo na parede estourando-a como se fosse uma tangerina.
 Algo dentro de mim impede a comoção por isto. Algo assassino! Nesse instante só uma coisa me interessa. A morte de cada um destes malditos caçadores.
 Ao caminhar rumo à saída da casa passo pelas pessoas que vivem nela, provavelmente os pais da criança, mas eles não me importam; Da porta vejo que as janelas e tudo o que poderia proteger os vizinhos de mim já estão trancados.
 Só restam os caçadores e eu.
 A única coisa que restou de mim foi a consciência, pois meu corpo age por instinto e no fim eu gosto.
 Já ouço as sirenes da policia, que talvez possa salvar os caçadores de mim. Cercado pelos rifles sinto cada cheiro de medo e terror vindo deles. Quando o som do primeiro tiro ecoa pelo bairro eu corro me desviando dos que vem em seguida, só que para cima do atacante e agarro-o pelas pernas suspendendo-o no ar e com toda a minha força arranco-lhe a cintura do corpo sendo banhado pelo gélido sangue do amedrontado.
 Eu uivo, uivo por instinto como um animal vitorioso que conseguiu agarrar a presa e por esse descuido sinto a bala de prata trespassar meu peito. Ainda faltam dois!
 Antes de retomar o folego de vida que me resta os flashes voltam a abater minha mente. Dessa vez posso ver um bebe chorando no colo de uma mãe que é apedrejada na janela de sua casa em chamas enquanto tenta respirar e salvar a criança. Ela tentava me salvar...
 Volto a realidade com os dentes presos ao ombro do homem morto que me acertou o tiro. Vejo seu rosto e reconheço... Ele estava lá! Todos eles estavam...
 As cores giratórias em tons de azul e vermelho começam a colorir o ambiente enquanto o caçador sobrevivente corre. Tenho um deja-vu... Parece que isto aconteceu antes.
 Tudo fica escuro de novo.
 Escuro... E cada vez mais profundo nas trevas.
 Acordo sem me lembrar de nada em um beco sujo e fétido na companhia de ratos. Já é de manha. É hora de correr.
 É hora de correr para proteger o eu de mim mesmo!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Pesadelo Mortal


  Hoje seria só mais um dia em que eu sentaria no escuro do meu quarto, sentindo frio sem me agasalhar tentando esquecer o calor que insola minha alma, sem pudor ou trégua se não fosse pelo retorno das criaturas de aparência amarga que invadem as sombras deixadas pelas brechas de uma vela já quase se apagando.
  Eles rodeiam a pouca luz que alimenta o pavio de suas vidas da Minh’ alma; Tem formas familiares para mim. Pessoas que conheci bem, até que a morte nos separou, mas não por completo.
  Quantos anos eu tenho hoje?
  Mil?
  Dois mil?
  Não sei, perdi as contas nos quinhentos!  Tudo o que sei agora é que não importa a idade para ser atormentado por antigas esposas mortais que um dia provaram do gosto amargo de uma maldição.
 - Você merece morrer. – elas gritam em coral como Dríades em fúria.
  Finalmente! Como esperei por isso. Chego a me sentir aliviado ao escutar essas palavras.
  Não me lembro de um dia, um dia sequer em que alguém sem cérebro subdesenvolvido me disse que viver eternamente na terra era bom, mas posso lembrar que o mundo se deteriora e morre a cada novo segundo.
  Seria esse então o meu fim?
  Seria essa a morte que minhas esposas me anunciam?
  Até o mundo pode morrer enquanto eu pra sempre terei de viver preso a uma alma amaldiçoada pela vida em morte?
  Talvez eu morra quando o mundo morrer, talvez o mundo morra quando eu morrer ou talvez tudo morra quando morrermos. Somos um só!
  Um só!
  O mundo e eu...
  O mundo do eu...
  O mundo é meu!
  Derrepente abro os olhos no escuro canto em que durmo e quando vejo a vela apagada lembro que o mundo da minha cabeça... Esse sim será eterno enquanto eu durar consciente.
  Esposas... que alivio ser um mortal!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Renascer da sanguessuga

  É a chegada do tempo frio com ventos fortes que vem do norte.

  Alguém falou de morte. Sempre em enterros chove!
   
 Frio... Será psicológico? Será ele proveniente de tristeza e tempo ruim?

 Chega de perguntas... Chega de frio... Chega de passar a eternidade em uma cova.

 Hoje eu voltei da morte para você! Somente para você!

 Esquente esta morta alma com teu sangue!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Dilema Perpétuo

  Onde está a minha mente? Que me prega peças fazendo-me ver o impossível.
  Um fantasma ao meu redor me faz lembrar o passado infeliz. Nas paredes os rostos de quem já me apeguei e logo depois apaguei. Eles tinham família... Eu tinha!
  O espectro do meio faz a proposta de retirar a minha vida para aliviar as almas que eu fiz se perder. Onde está meu revolver? Não consigo fazê-lo calar a boca, a todo o tempo julga-me assassino.
  Não vejo o teto, somente o reflexo do que me tornei. Um psicopata com sangue dos outros nas veias e na boca.
  Estou ficando tonto. O que gira ao meu redor? O fantasma, ou meus olhos cansados de tanta amargura? E meu revolver, cadê?
  A seringa no chão me lembra os tempos de infância, onde odiava injeção; Hoje é o que me alucina! Nem de olhos fechados deixo de me ver, nem de ouvidos machucados deixo de me escutar.
– Calem a boca! – eu grito, mas pouco interessa a eles. No fim acho que já estou morto de qualquer forma.
  Um cigarro é o que eu preciso para assistir as gerações de muitos que roubei a vida, mas nos bolsos encontro somente o que procurava anteriormente. Meu revolver!
  O espectro agora somente me observa. Percebo que boa parte dos barulhos vinham dele, porque agora só ouço minhas próprias dores.
  Está na hora de acabar com o sofrimento!
  Uma ultima olhada para o espelho no teto, me faz ver os olhos da criança atormentada. Sou eu? Nunca saberei.
  O gosto de sangue misturado a pólvora. O projétil gelado arrebentando cada veia e músculo na sua jornada pelo meu corpo até sair pela nuca. Tudo isso me faz lembrar novamente que a morte também dói, e como sempre acordo vivo e solitário com o revolver vazio em mãos!